Internautas portugueses têm software de segurança mas não sabem proteger-se

Publicado em 08/02/2012 01:57 em Segurança Informática

Internautas portugueses têm software de segurança mas não sabem proteger-se



Mais de três quartos (78%) dos internautas portugueses estão pouco informados sobre como se protegerem de ameaças do cibercrime assentes na fraude, como phishing ou roubo de identidade, indica a Microsoft.

Um estudo online do portal Internet MSN, divulgado pela Microsoft a propósito do Dia Internacional da Internet Segura, que se comemorou terça-feira, dá aos portugueses uma pontuação 44, que corresponde à média dos 11 mil inquiridos de 27 países interrogados neste estudo.

Em Portugal houve 512 inquiridos no estudo Microsoft Computing Safety Index (MCSI), um índice de segurança criado pela Microsoft que admite uma pontuação máxima de 100.

Cerca de 83% têm software de segurança básico nos computadores. No entanto, só metade dos portugueses que responderam ao estudo diz fazer actualizações regulares do software ou activar actualizações automáticas. E apenas um quinto instalou software de segurança nos seus telemóveis.

A Microsoft afirma que se o número dos portugueses que não se informam sobre como impedir o roubo de identidade é de apenas 38% e que três quartos não têm informação sobre como proteger a sua reputação online.

Acrescenta que os resultados para Portugal sugerem a necessidade de se ter em conta a mudança das ameaças baseadas em software para as baseadas em redes sociais e indicam que ainda é necessária mais educação sobre as acções e as ferramentas de protecção contra as ameaças de engenharia social que enganam as vítimas para as roubar.

O estudo revela que só 35% dos internautas nacionais alteraram as suas definições de privacidade nas redes sociais para limitarem a informação que partilham e só 30% afirma usar filtros anti-phishing.

Ao contrário do que muitos esperariam, são os internautas nacionais mais novos que têm maior pontuação no índice de segurança Microsoft: 48,52 pontos na faixa etária 14/24 anos, 45,83 nos 25/29 anos, 47,79 pontos nos 30/44 anos, 37,40 nos 45/59 anos e 39,85 pontos nos internautas com mais de 60 anos.

Contudo, só menos de metade (47%) dos jovens entre os 14 e os 24 anos alterou as definições de privacidade nas redes sociais para limitar a informação que partilha. No entanto, 70% dos utilizadores daquela faixa etária utilizam pseudónimos e não os seus nomes reais nas redes sociais.

Os homens (44,70 pontos) registaram uma classificação ligeiramente mais alta do que a das mulheres (43,10), verificando-se que os homens actualizam mais o software e usam mais firewalls e filtros anti-phising.

Os utilizadores sem filhos, com 46,51 pontos, têm maior segurança do que os utilizadores com filhos (41,62 pontos). Mais de metade dos internautas sem filhos, em média mais jovens, criaram pseudónimos nas redes sociais, política que só abrangeu 23% dos utilizadores que são pais.

O MCSI abrangeu, além de Portugal, a Alemanha, Áustria, Bélgica, Bósnia, Brasil, Cazaquistão, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Itália, Irlanda, Israel, Lituânia, Malta, Montenegro, Noruega, Polónia, República Checa, Rússia, Suécia e Ucrânia.

A IBM anunciou, entretanto, que vai disponibilizar gratuitamente a estudantes ferramentas que permitem testar a segurança online.

A multinacional de informática acrescenta que voluntários da IBM ajudarão a sensibilizar e educar cidadãos e empresas sobre segurança na Internet e responsabilidade digital.

Esses apoios incidirão nas áreas do controlo da identidade online, na formação em segurança na Internet e na ajuda contra o «ciberbullying, para ajudar pais ou adultos que trabalham com crianças a reconhecer e evitar o bullying.

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