Mercado de portáteis deverá cair 6% a 9% em 2012 excluindo projectos educação

Publicado em 25/01/2012 00:41 em Geral

A Toshiba Portugal estima que em 2012 o mercado nacional de portáteis deverá cair entre 6% e 9% excluindo projectos educação, ficando acima das 700 mil unidades.

Na apresentação do «Observatório Toshiba», realizado pelo sexto ano consecutivo, o director de marketing, Jorge Borges, indicou que a queda ascenderá a 24% se incluirmos os cerca de 150 mil portáteis que ainda foram vendidos em 2011 nos projectos e.escolas.

O responsável da Toshiba indicou que, pela informação disponível, as vendas de portáteis terão caído cerca de 10% em 2011, para cerca de 900 mil unidades, com as vendas no consumo a aumentarem 2%, no segmento profissional/empresas a baixarem 8% e nos projectos educação a reduzirem-se 38%

Indicou que, excluindo projectos educação, as vendas mantiveram-se aproximadamente estáveis no ano passado.

Jorge Borges assinalou que houve uma contracção forte de vendas de portáteis no primeiro semestre de 2011, compensada por vendas fortes no final do ano, devidas a significativas reduções de preços.

Em valor, o mercado de portáteis terá caído em 2011, ano em que o preço médio (excluindo educação) terá rondado os 525 euros por unidade, precisou.

Acrescentou que 80% dos portáteis vendidos tinham preços abaixo de 600 euros.

Borges indicou que em 2012 deverá manter-se a pressão para a baixa de preços, apesar de um previsível aumento de custos de produção, nomeadamente com a escassez de discos rígidos em consequência de cheias catastróficas na Tailândia, com consequências negativas para a rentabilidade dos fabricantes.

João Amaral, director-geral regional da Toshiba para Portugal e Espanha, assinalou que o euro está a cair face ao dólar, divisa em que são transaccionados os componentes, o que representa uma pressão adicional sobre os custos de produção.

Jorge Borges previu que o segmento de tablet PC tenha em 2012 o maior crescimento entre os dispositivos portáteis, com vendas de 200 mil unidades, depois de em 2010 ter ficado abaixo dos 20 mil e no ano passado ultrapassado os 100 mil.

Observou que se somarmos portáteis (excluindo educação) e tablet PC, as vendas de 2012 sobem em relação a 2011.

João Amaral indicou que a Toshiba ainda está numa fase de teste ao mercado para definir quais os formatos de media teblet PC que melhor se vendem e indicou que Portugal foi em números absolutos o país da Europa onde mais tablet PC a Toshiba vendeu no final de 2011, colocando mais de 3 mil unidades do modelo AT-100.

Acrescentou que os utilizadores de tablet PC são potenciais utilizadores de portáteis porque as funcionalidades dos tablet são mais limitadas.

Jorge Borges afirmou que o ano de 2012 será marcado pelas novidades em sistemas operativos, em particular a saída do Windows 8, da Microsoft, que trará para o mundo dos PC algumas funcionalidades dos tablet, e pelo aumento de vendas dos ultrabooks (portáteis com processadores de última geração e elevada performance mas muito finos e leves).

No entanto, João Amaral alertou para que o êxito dos ultrabooks em cada mercado dependerá da forma como os consumidores aceitarem um portátil sem drive de CD/DVD incluída.

Previu que os portáteis do futuro serão mais leves e mais cómodos e integrarão algumas funcionalidades e características dos tablet PC.

O director de Marketing da Toshiba Portugal assinalou que a marca vendeu 155 mil portáteis no ano passado e garantiu a liderança deste mercado e tem como objectivo ultrapassar uma quota de 20% do mercado português em 2012.

Relativamente a televisores, que a companhia também comercializa em Portugal, Jorge Borges assinalou que a Toshiba está entre as quatro marcas que mais vendem no país.

Assinalou que no conjunto de 2011 a quota de mercado ficou abaixo dos 5% mas no final do ano essa quota foi atingida, sendo o objectivo para o ano que decorre consolidá-la acima dos 5%.

Os responsáveis da marca adiantaram que este mês vai chegar ao mercado português o primeiro ultrabook Toshiba com processador Intel i7 e o tablet AT200, que «é o mais fino e leve do mercado».

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