Vendas telemóveis em Portugal caíram 20,9% no terceiro trimestre

Publicado em 30/12/2011 00:05 em Destaques

As vendas de telemóveis em Portugal caíram 20,9% homólogos no terceiro trimestre de 2011, para 1,25 milhões de terminais, revelou a consultora e analista de mercado IDC.

No terceiro trimestre foram vendidos 289 mil smartphones no mercado nacional, um acréscimo homólogo (face ao mesmo período do ano anterior) de 13%, e 960 mil telefones tradicionais, uma queda de 28%, indica a IDC.

A consultora salienta que a situação económica em Portugal continuou a degradar-se no terceiro trimestre, o que se traduziu num crescimento mais lento do segmento de smartphones e na continuação da queda de vendas dos telefones tradicionais.

Francisco Jerónimo, responsável europeu da área de telefones móveis da IDC, citado em comunicado, sublinha que «durante o trimestre continuou a verificar-se a preferência dos consumidores pelos telefones das gamas mais baixas, tendo sido particularmente notório o crescimento dos smartphones na gama de preços até 130 euros, impulsionados pelas vendas de marcas próprias de operadores e do fabricante chinês Huawei».

A IDC assinala que os smartphones representaram no terceiro trimestre 23% das vendas de telemóveis em Portugal, abaixo dos 28% verificados no segundo trimestre.

Segundo dados antes divulgados pela IDC, a nível mundial (incluindo países em desenvolvimento) os smartphones representaram cerca de 30% das vendas totais de telemóveis no terceiro trimestre.

A Samsung, que no segundo trimestre alcançou a liderança do mercado português de telemóveis, manteve no terceiro trimestre a posição de número um do mercado nacional, tanto em smartphones como em telemóveis tradicionais, de acordo com a IDC.

A quota de mercado da Samsung subiu para 36% no terceiro trimestre, com 455 mil terminais vendidos, enquanto a Nokia ficou em segundo lugar, com 382 mil equipamentos colocados e uma redução da quota de mercado para 31%.

O terceiro lugar coube à marca própria do operador Vodafone, com 105 mil unidades e uma quota de 8%, ficando todas as restantes marcas a valer em conjunto apenas um quarto do mercado em número de unidades.

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