Panda Labs prevê que plataformas de pagamento móvel serão próximo grande alvo de pirataria informática

Publicado em 21/12/2011 12:03 em Segurança Informática

O Panda Labs, da multinacional espanhola de segurança informática, nas suas previsões para 2012 admite que as plataformas de pagamento móvel poderão ser o próximo grande alvo da pirataria informática, o que dependerá da sua popularidade.

O Panda recorda que a plataforma Android para smartphones e tablet foi em 2011 o principal alvo móvel dos criminosos informáticos em 2011, prevendo que no próximo ano desacelere o crescimento de ataques aos terminais baseados no sistema operativo da Google.

Observa que os tablets, que geralmente partilham um sistema operativo comum aos smartphones, são facilmente afectados pelo malware destinado aos telemóveis e poderão ser um alvo apetecido dos criminosos informáticos à medida que cresce o número de utilizadores e estes os usam para um maior número de actividades e neles armazenam dados sensíveis.

O Panda antecipa que as ameaças aos computadores Mac, da Apple, deverão acompanhar a tendência de crescimento da quota de mercado desses equipamentos, embora a um ritmo menor do que o aumento de software malicioso para computadores pessoais, que deverá manter em 2012 o crescimento exponencial que se tem verificado.

O Panda nota que os criminosos da Net preferem atacar os clientes de instituições bancárias a visar os bancos, muito mais bem protegidos. Acrescenta que também as pequenas e médias empresas (PME) têm geralmente protecções menos fortes do que as grandes organizações, o que as torna um alvo atractivo para o crime informático.

O Panda assinala que a saída do Windows 8 está prevista para Novembro de 2012 e oferecerá aos criminosos oportunidades para desenvolverem novos ataques, tanto mais que o próximo sistema operativo da Microsoft estará desenhado também para tablet PC. No entanto, o grande incremento do malware para a nova plataforma da Microsoft deverá ocorrer principalmente em 2013.

O Panda Labs assinala que no caso dos particulares, a actividade criminosa na Internet está muito direccionadas para as redes sociais, com técnicas de engenharia social que procuram explorar a ingenuidade de utilizadores menos experientes e com menos conhecimentos informáticos.

«As redes sociais representam um espaço em que os utilizadores se sentem seguros ao interagirem com amigos e familiares. O problema é que os atacantes estão a criar vermes informáticos que tiram partido dessa falta sensação de segurança» para espalharem o malware, através de mensagens genéricas como «olha, estás neste vídeo» ou nesta foto.

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