OCDE: Portugal mal classificado na banda larga

Publicado em 07/07/2010 07:19 em Destaques

Portugal surge em 23/º lugar entre os 31 países da OCDE na subscrição de banda larga, com 17,9 subscritores por 100 habitantes, segundo a publicação Estatísticas da Banda Larga, relativa a Dezembro de 2009, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos.

Portugal está claramente abaixo da média da OCDE, que é de 23,3 subscritores de banda larga por 100 habitantes.

No topo surgem a Holanda e Dinamarca, com 37,1 ligações por 100 habitantes, seguindo-se a Suíça (35,6), a Noruega (33,9) e a Coreia do Sul (33,5).

Nos ultimos lugares surgem a Turquia (nove subscritores de banda larga por 100 habitantes), o México (9,2) e o Chile (9,6).

Portugal tem 10,4 subscritores de banda larga em DSL por 100 habitantes, 7,2 por cabo e 0,3 por fibra óptica e registou em 2009 um crescimento de 2,17% no número de subscritores.

Em Portugal havia no fim do ano passado menos de 40% dos lares com acesso a banda larga, o que coloca o país em 22/º lugar na OCDE, numa tabela liderada pela Coreia do Sul, com mais de 90%, seguida da Islândia (mais de 80%) e da Dinamarca, Holanda, Noruega e Suécia, todas acima dos 70% de lares.

Relativamente aos preços da banda larga, Portugal surge em último lugar com o preço mínimo mais elevado e um preço médio que só é excedido pelos praticados na Turquia e Luxemburgo, segundo a OCDE.

Se compararmos os preços praticados com a largura de banda fornecida (medida em Mbps), Portugal já oferece o quarto preço mais baixo da OCDE (30 países considerados), apenas superado por Japão, França e Suécia. Contudo, se ponderarmos pelo poder de compra, o preço da banda larga por Mbps em Portugal é o nono mais baixo.

Portugal, com 50% de famílias com computadores em casa, surge na cauda da OCDE, apenas à frente da Turquia (último), México e Grécia.

Em relação ao acesso à banda larga nas empresas com 10 ou mais trabalhadores, Portugal tem uma penetração próxima de 80%, o que lhe confere o 19/º lugar em 28 países considerados neste item.

Quanto à penetração de fibra óptica até casa do cliente (FttH) ou até à entrada do edifício (FttB), Portugal, com 0,3 acessos por 100 habitantes, situava se em Dezembro em vigésimo lugar entre 30 países, sendo a média da OCDE de 16,96 acessos.

Relativamente à percentagem de população coberta por telefonia móvel de terceira geração (3G), Portugal surge num honroso quinto ligar, com 98% da população a ter acesso potencial ao 3G, apenas superado pelo Japão e Suécia, em que toda a população pode optar pela terceira geração móvel se o entender, e pela Austrália e Coreia do Sul, com 99%.

No conjunto dos países da OCDE, havia no fim do ano passado 283 milhões de subscritores de ligações Internet de banda larga.

Entre Junho e Dezembro de 2009, a penetração de banda larga passou de 22,8 para 23,3 subscritores por 100 habitantes.

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