Suécia lidera ranking da economia digital

Publicado em 07/07/2010 07:16 em Destaques

A Suécia ultrapassou em 2010 a Dinamarca e conquistou o primeiro lugar no ranking da Economia Digital 2010, elaborado pela EIU e em que Portugal (6,90 pontos em 10 possíveis) manteve o 28/º lugar que já ocupava em 2009.

O estudo, desenvolvido pela Unidade de investigação económica (EIU) do grupo da revista Economist para a multinacional de informática IBM, revela que quatro países nórdicos estão nos seis primeiros lugares do ranking: Suécia (primeiro, 8,49 pontos em 10), Dinamarca (segundo, 8,41 pontos), Finlândia (quarto,8,36 pontos) e Noruega (sexto, 8,24 pontos).

Apenas os Estados Unidos, em terceiro lugar (8,41 pontos), e a Holanda, em quinto (8,36 pontos), rivalizam com o quarteto de países escandinavos, surgindo nas posições seguintes Hong Kong e Singapura.

O Brasil surge em 42/º lugar na classificação, a China em 56/º, a Índia em 58/º e a Rússia em 59/º.

Portugal tem os seus pontos fortes no ambiente legislativo (8,35 pontos em 10 possíveis) e nas políticas e visão digital do governo (7,40 pontos) e as maiores debilidades na conectividade (5,40 pontos) e no ambiente empresarial (6,64 pontos).

O estudo, que se realiza há mais de uma década e era anteriormente designado como «ranking de e-readness», abrange 70 países e avalia mais de uma centena de itens organizados em seis categorias: conectividade e infra estrutura tecnológica (ponderação de 20%), ambiente empresarial (15%), ambiente social e cultural (15%), ambiente legal e político (10%), políticas governamentais e visão (15%) e adopção pelos consumidores e pelas empresas (25%).

Em 2010 foram adoptados pela EIU novos indicadores, nomeadamente de qualidade da banda larga e da telefonia móvel e quanto ao nível educacional.

A EIU questiona se o acesso à Internet não é um direito humano fundamental, como já está classificado na Finlândia, e destaca o investimento do Estado em diversos países para massificar o acesso à banda larga.

O estudo passa a dar maior atenção à qualidade e não apenas à quantidade e destaca os esforços na chamada “Internet das coisas”, utilizando a tecnologia RFID (Identificação por rádio frequência), a tecnologia adoptada para a via verde mas que pode ser utilizada para gestão de stocks ou até para pagar o hipermercado sem ter de tirar as compras do carro.

A EIU destaca que é importante não apenas dispor da tecnologia mas também utilizá-la melhor, apontando a Coreia do Sul como exemplo de um país conhecido não só pela penetração da banda larga mas também pela sua visão digital.

O estudo conclui que, para os países retiraram o máximo proveito económico e social da tecnologia digital, é preciso garantir às populações comunicações fixas e móveis de voz e dados da melhor qualidade, focar a educação nas tecnologias da informação e comunicações, proporcionar aos cidadãos e empresas a compra em larga escala de bens e serviços por Internet, encorajar a inovação e assegurar um regime legal adequado.

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