HP apresenta carteira de produtos completa para centros de dados

Publicado em 18/11/2011 01:16 em Geral

A HP é a companhia que tem a carteira de produtos mais alargada e abrangente do mercado para «data centre» (centros de dados), garantiu hoje João Moro, director da unidade de negócio de servidores e armazenamento.

Em declarações á margem da conferência de imprensa para apresentar a estratégia de negócio e novos lançamentos na área das infra-estruturas empresariais, João Moro apontou como objectivo para 2012 manter a liderança nas áreas tecnológicas.

Aquele director da companhia precisou que a HP lidera em Portugal nos servidores, com mais de 50% do mercado, e na área de armazenamento de dados («storage»), com cerca de 40% de quota, e o seu objectivo é manter e reforçar essa liderança.

Na área de redes, onde a HP é segunda no mercado português, com 8% de quota, a companhia pretende encurtar a distância em relação à líder Cisco, que detém uma quota superior a 70%, indicou João Moro.

Adiantou que a HP está a potenciar ofertas de servidores com «clouds» privadas, onde se congrega na mesma solução computação, «storage», «cloud» e gestão do sistema.

Indicou que na área do armazenamento de dados a aposta vai ser numa arquitectura vocacionada para a virtualização.

João Moro garantiu que com a compra da 3COM, a HP tem hoje uma carteira de produtos na área das redes («networking») ao nível da disponibilizada pela Cisco.

Aquele director da companhia sublinhou que a estratégia da HP para a área empresarial passa por apresentar aos seus clientes as soluções tecnológicas que mais se adaptam às suas necessidades

Na actual conjuntura económica, em que se perspectiva uma queda do investimento empresarial, a HP vai trabalhar em soluções que permitam reduzir custos, nomeadamente com baixos consumos energéticos, destacando o retorno que daí advém a prazo, indicou Moro.

Acrescentou que a HP conta, ainda, com a oferta de serviços financeiros da HP Financial Services para permitir diluir no tempo os custos de investimento.

João Moro adiantou que a HP apenas trabalha directamente com algumas grandes contas e as restantes estão a cargo de parceiros especializados que têm contribuído muito para o êxito da companhia em Portugal

Diogo Sousa, responsável português da divisão de servidores da HP, disse que a estratégia que melhor responde aos actuais desafios das tecnologias da informação, adoptada há dois anos pela HP, passa por uma infra estrutura convergente integrada e automatizada, utilizando a mesma plataforma de gestão e organização.

Pedro Morais, salienta que a HP oferece soluções de computação na nuvem baseadas em standards e garantiu que a nova arquitectura de armazenamento da companhia altera a forma como os dados são acedidos, aumentando o desempenho e a capacidade dos sistemas.

Pedro Morais salientou que os clientes pretendem bases de dados modernas capazes de gerir e lidar com enormes quantidades de informação de forma eficiente e com custos controlados, observando que até 2003 foram criados 5 exabytes (1,15 triliões ou 1,13 vezes 10 levantado a 18 bytes) de informação digital mas hoje bastam dois dias para gerar essa quantidade de informação digital.

Luís Brites, responsável da divisão de armazenamento de dados, recordou que a HP comprou três empresas que vieram revolucionar a oferta de «storage» da companhia, num contexto em que se pede facilmente pentabytes (1,13 levantado a 15 bytes), quando há 10 anos era preciso um armário com uma série de discos rígidos para conseguir um terabyte (1 024 gigabytes), que hoje se consegue num pequeno disco.

Luís Brites salientou que o crescimento explosivo da informação está a levar os sistemas mais antigos a um ponto de ruptura, observando que a HP pretende que o «storage» seja cada vez mais automatizado para reduzir o grande peso do esforço na operação e manutenção dos sistemas e libertar as organizações para a inovação e criação de valor.

O responsável da HP indicou que o 3PAR (cinco sistemas já instalados em Portugal) é um «produto bandeira» da HP na área do armazenamento, que maximiza a utilização da capacidade de armazenamento, optimizando a sua utilização e permitindo a alocação de mais recursos para as aplicações que deles necessitam. Revelou que desde a compra da 3PAR, há ano e meio, a base instalada de clientes da HP nesta área duplicou.

Frederico Martins, responsável pelo canal de «networking» (redes), afirmou que as redes mais antigas estão no ponto de ruptura e não respondem aos desafios de hoje, criando a necessidade de novos sistemas fáceis de implementar e de gerir.

Previu que em 2014 mais de 80% do tráfego se faça servidor a servidor, pelo que deixam de fazer sentido as arquitecturas tradicionais de rede, o vídeo irá representar um quarto do tráfego empresarial e o vídeo e a mobilidade vão «transformar a comunidade empresarial e exigir muito maior largura de banda.

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