Kaspersky defende abordagem híbrida de segurança, na máquina e na nuvem

Publicado em 18/09/2011 14:44 em Segurança Informática

A Kaspersky defende uma abordagem «híbrida» de segurança informática que conjuga recursos situados na «cloud» (nuvem) e recursos na máquina do utilizador, optimizando a segurança sem afectar o rendimento e velocidade do computador, indicou Ricardo Hernández.

Em conferência de imprensa sexta-feira, o director técnico da Kaspersky na Península Ibérica sustentou que os recursos na «cloud computing» permitem identificar e responder às ameaças a uma velocidade muito maior, recorrendo à base de dados da companhia.

Acrescentou que isto evita sobrecarregar os computadores, onde fica residente a protecção para a actividade «offline» (quando o PC não está ligado à Internet) e contra vectores de infecção directa dos PC, como os dispositivos USB.

Na apresentação do Kaspersky Internet Security 2012 e Kaspersky Anti-Vírus 2012, Ricardo Hernández salientou que desde o lançamento da versão de 2011, no Verão de 2010, o «malware» tornou-se mais complexo, aumentaram as ameaças nas redes sociais e surgiram novas ameaças como a manipulação dos resultados dos motores de busca [que remetem para sítios Internet falsos].

O director técnico para Espanha e Portugal assinalou que em 2010 foram bloqueados 200 milhões de ataques por mês, foram descobertas 2 mil vulnerabilidades e surgem diariamente 30 mil ameaças novas.

Observou que, por isso, os programas de segurança informático têm de ser cada vez mais pró-activos e protegerem contra ameaças desconhecidas.

Garantiu que o software da Kaspersky detecta actividades suspeitas de aplicações informáticas e permite bloquear páginas potencialmente perigosas ou com conteúdos indesejáveis.

Sublinhou que a versão de 2012 traz melhorada a funcionalidade «System Watcher», que identifica programas com padrões de comportamento suspeitos, melhora o controlo parental e permite reverter alterações efectuadas por ficheiros maliciosos.

Vicente Diaz, analista sénior da companhia, recordou que tem havido um aumento exponencial do número de ataques na Internet.

Salientou que a expansão das redes sociais, onde é possível aceder a muita informação das pessoas que a ela aderiram, incluindo endereços electrónicos e informação da empresa onde se trabalha, facilitam aos piratas informáticos fazerem ataques dirigidos de uma forma credível, aproveitando também o facto de as pessoas terem tendência a «baixar a guarda» em casa.

Depois, basta a pessoa ligar o seu computador à rede da empresa para os «hackers» terem acesso a essa rede, como sucedeu recentemente no caso concreto de uma empresa que trabalha com o governo dos Estados Unidos, adiantou Diaz.

Vicente Diaz destacou que novos ataques visarão os novos dispositivos ligados à Internet, como smartphones e tablet PC, que «são tão vulneráveis como tudo o resto» mas estão geralmente menos protegidos.

Respondendo a questões do «Falar de Tecnologia», Ricardo Hernández disse que a Kaspersky tem soluções de segurança para telemóveis com as plataformas Symbian, Windows Mobile e Android e deverá apresentar no final de 2011 uma solução de segurança para media tablet PC baseados na plataforma Android, a que se seguirão outros sistemas operativos.

Sublinhou que a solução para smartphones permite também impedir o acesso a informação contida em terminais perdidos ou roubados, bloquear o seu funcionamento e, nalguns casos, localizá-los.

Relativamente à questão sobre se as soluções de segurança nativas previstas para o Windows 8 afectarão os produtores de software de segurança, Hernández recordou que há quatro/cinco anos a Microsoft começou a incluir soluções de segurança nativas, o que é positivo para os consumidores.

Sublinhou, contudo, que essa protecção não substitui as soluções de protecção mais especializadas dos softwares de segurança, pelo que as empresas do sector não deverão ser afectadas.

Hugo Leão, director de vendas da empresa, assinalou que a Kaspersky é uma empresa russa fundada em 1997, com presença em 100 países e filiais em 29, com 300 milhões de utilizadores e 2 300 funcionários e que é líder no mercado de consumo na área da segurança informática nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Espanha e também em Portugal.

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