Criatividade é a chave do êxito das empresas, consideram CEO

Publicado em 07/07/2010 06:41 em Geral

A criatividade é a chave do êxito das empresas num mundo cada vez mais complexo, segundo a opinião de mais de um milhar e meio de CEO (presidentes executivos) de empresas de 60 países e 33 sectores económicos diferentes, revela o relatório «IBM Global CEO Study 2010».

O estudo, que foi conduzido pelo Institute for Business Value daquela multinacional norte-americana de informática, indica que os executivos consideram que, no mundo de hoje, a criatividade mais importante do que a visão, o rigor ou a disciplina de gestão.

As conclusões das entrevistas (pessoais) mostram que só menos de metade dos gestores acredita que as suas empresas estejam preparadas para gerir o actual ambiente de negócios, crescentemente complexo, incerto e altamente volátil.

Oito em cada 10 CEO esperam que a complexidade do ambiente de negócios aumente, mas apenas 49% estão confiantes em que as suas organizações estão preparadas para lidar com essa evolução de forma bem sucedida, o que é considerado pela IBM como «o maior desafio de liderança identificado em oito anos» de realização bienal deste inquérito.

Seis em cada 10 CEO consideram que a transformação das indústrias é o factor que mais contribui para a incerteza e admitem que é necessário descobrir formas inovadoras de gerir a estrutura das organizações, as finanças e as pessoas e de definir a estratégia das companhias.

Os executivos entrevistados esperam diversificar as fontes de receita nos próximos cinco anos e mais de três quartos (76%) prevê a mudança de poder económico para os mercados emergentes.

Ao longo dos quatro estudos efectuados pela IBM, verificou-se que a importância do impacto esperado das tecnologias nas organizações subiu de sexto para segundo lugar, indicando que as companhias necessitam de respostas mais baseadas em tecnologia para terem êxito no mundo de hoje.

Cerca de 95% das organizações com melhor desempenho (medido pelas receitas e lucros dos últimos cinco anos) apontaram a aproximação aos clientes como o factor estratégico mais importante para os próximos cinco anos, utilizando a Internet, canais interactivos e redes sociais para esse efeito.

Para os gestores, a explosão da informação e a informação global representam uma oportunidade e não uma ameaça.

Pela primeira vez desde que é feito este estudo da IBM, detectaram-se diferenças regionais significativas entre os gestores da Ásia, Japão, Europa e América do Norte no domínio das prioridades estratégicas, indica o relatório

Os executivos da China, o país que melhor resistiu à crise económica, estão menos preocupados com a volatilidade do ambiente de negócios do que os CEO das outras regiões.

Dos gestores de topo chineses, 61% acreditam que o pensamento global é uma qualidade essencial de liderança e que a China precisa de uma geração de líderes com criatividade e visão e experiência internacional.

Na América do Norte, os CEO estão mais cautelosos do que os dos outros países e 87% antecipam uma maior regulação e intervenção do Estado nos próximos cinco anos.

No Japão, três quartos dos executivos de topo esperam alterações na relação de forças económica, com maior poder dos mercados emergentes, mas apenas 43% dos CEO europeus estão preocupados com esse impacto.

Ainda sem comentários