Optimus abriu processo de auditoria independente sobre entrega de dados de jornalista às «secretas»

Publicado em 06/09/2011 00:27 em Geral

O operador de telecomunicações Optimus anunciou que abriu um processo de auditoria para investigar se os dados do registo de comunicações do telemóvel do então jornalista de «O Público» Nuno Simas e ilegalmente entregues às «secretas» portuguesas tiveram origem nos seus sistemas de informação.

Em comunicado, a Optimus (grupo Sonaecom, também proprietário do jornal Público) manifesta a «sua firme intenção de apresentar queixa-crime».

A companhia garante que apenas fornece informações relativas aos seus clientes «dentro do mais estrito e rigoroso cumprimento da lei».

O operador da Sonaecom assegura que tem um conjunto de procedimentos internos adequados à protecção dos dados pessoais, incluindo sistemas tecnológicos de última geração e mecanismos de controlo de acessos e que os seus trabalhadores assumem um compromisso de confidencialidade nos seus contratos de trabalho.

Observa que se a informação em causa teve origem nos sistemas de informação da Optimus, isso decorreria de «um comportamento individual ilícito e criminoso».

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