E depois de Steve Jobs?

Publicado em 26/08/2011 01:19 em Opinião

Como será a Apple sem Jobs?

A história de êxitos da Apple parece estar indissoluvelmente ligada ao seu co fundador Steve Jobs e na sua ausência a Apple viveu grandes dificuldades.

No início dos anos oitenta, ainda com Jobs, a Apple lançou o inovador computador pessoal MacIntosh, com um interface de utilizador fácil e intuitiva, por janelas, ainda antes de o Windows, da Microsoft, dar os primeiros passos.

Em 1984, Steve Jobs saiu da Apple em divergência com a Administração, fundou a NeXT e a Apple viveu dias difíceis, chegando até à beira da falência.

Em Dezembro de 1996 a Apple compra a NeXT, Jobs volta a dirigir a empresa que fundou em 1976, com 21 anos, e os dias dourados voltaram à marca da maçã.

No final de 1997 Steve Jobs anuncia uma loja online de aplicações informáticas, em 1998 renova os computadores da marca da maçã, com o lançamento do iMac e novo sistema operativo e segue-se a diversificação da Apple para a música digital, com o iPod e a loja online de música iTunes, em 2007 lança o smartphone iPhone, um caso ímpar de sucesso, seguindo-se o iPad, o media tablet PC que ainda domina o mercado mundial neste segmento.

Um cancro do pâncreas, diagnosticado em 2004 e nesse ano removido provocou a primeira ausência temporária do líder carismático da Apple, que se repetiu em 2009 e no início de 2011, por razões de saúde. Em todas as ausências foi provisoriamente substituído por Timothy (Tim) Cook, que agora lhe sucede como CEO.

Ainda não é completamente o «depois de Steve Jobs». Jobs, de 56 anos, mantém se como presidente da Apple mas chegou a altura, como escreveu na carta de resignação, em que não consegue corresponder às expectativas que tinham de um CEO da companhia da maçã. A saúde voltou a traí-lo.

A questão é se no dia em que Steve Jobs, por qualquer razão, se afastar completamente da Apple, a empresa consegue continuar na senda de inovação e êxitos que tem trilhado na última década. Ou se o seu substituto nas ausências temporárias consegue manter o dinamismo que Jobs deu àquela empresa.

É uma interrogação a que só o tempo responderá. Ninguém é insubstituível. Mas a Apple depois de Jobs dificilmente será a companhia que foi com o seu líder carismático.

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