Outra vez os chineses?

Publicado em 21/08/2011 00:41 em Opinião

O interesse da HP em abandonar o seu negócio de computadores pessoais, através de um «spin off» (criação de uma empresa autónoma com accionistas iniciais semelhantes) ou uma transacção, leva a perguntar se este será mais um negócio a ir para mãos chinesas.

Na área dos computadores pessoais, o negócio mais emblemático terá sido a compra da divisão de PC da IBM pela chinesa Lenovo. Emblemático, não só pela dimensão da IBM, como pelo facto de esta ter sido a «mãe» dos computadores pessoais (de secretária) modernos.

Também a Packard Bell, que chegou a ser líder na área dos computadores pessoais nos Estados Unidos, Canadá e Europa, está agora em mãos chinesas, da Acer, da Formosa (Taiwan).

Na área dos telemóveis, dois exemplos são a compra destas áreas da Siemens e Alcatel por empresas chinesas.

O negócio de computadores pessoais da HP; marca líder mundial naquele segmento, poderá ser altamente apetecível para grupos industriais chineses que dispõem de capital, de mão-de-obra barata e de tecnologia, mas que terão muito a ganhar com a aquisição de uma marca prestigiada em termos de marketing. Até porque, justamente nuns casos, injustamente noutros, as marcas chinesas não têm geralmente associada uma imagem de qualidade e fiabilidade.

Provavelmente, ainda iremos ver a marca norte-americana HP, que absorveu o «know how» de empresas que eram altamente prestigiadas como a Compaq ou a Digital, pertença de chineses, da China Continental ou da Formosa.

Pelo menos, essa parece ser uma hipótese bastante plausível, aliás com antecedentes.

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